quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

[Resenha] - Mundo Novo, de Chris Weitz

Autor (a): Chris Weitz
Editora: Seguinte
Ano: 2014
Número de Páginas: 328
Onde Comprar? Submarino/Americanas


Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos.
Depois que um vírus erradicou toda a população, exceto os adolescentes, os jovens dividem-se em tribos para sobreviver. Jefferson, o inseguro líder do grupo da tribo da Washington Square, e Donna, a garota por quem ele está apaixonado , se estabelecem precariamente em meio ao caos. Porém, quando outro integrante do bando descobre uma pista que pode levar à cura da Doença, eles partem para uma viagem arriscada para salvar o que restou da humanidade.
Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.

Depois que Washington, o irmão mais velho de Jefferson, morreu por causa da Doença, ele se ver obrigado a liderar um grupo, antes comandado pelo irmão, mas ele não tem a mínima ideia de como fazer isso. Quando um dos componentes do grupo - Crânio - descobre pistas da cura da Doença e Jeff se vê completamente apaixonado por Donna, eles vão à busca da cura na esperança de sonho de uma nova humanidade, mas não esperavam o que iam encontrar pela frente, lutando para sobreviver ao caos, descobrem coisas que jamais imaginariam serem capazes. 

Quando saem da Washington Square, eles encontram uma biblioteca mal assombrada, um grande mercado liderado pela gangue da Uptown, um antigo zoológico abandonado cheio de perigos e vários lugares que vão fazer parte do percurso. 

A capa em fluorescente laranja já chama bastante atenção, então já dar pra imaginar como é o livro. De inicio parece ser meio clichê, mas a medida que você se aprofunda na história, vai percebendo o quanto é instigante. Weitz cita bastante a questão de jogos de guerra, por que a sobrevivência de alguns adolescentes foi devido à experiência com estes, antes do acontecimento pré-apocalíptico - nome dado por uma das personagens.

O livro é narrado em primeira pessoa, ora por Jefferson ora por Donna. Carregado de muitas emoções, conseguiu me surpreender, mas você só saberá o porquê, se o lê até o fim. Os personagens são bem diversos em suas características e ao longo do livro o autor, vai inserindo novos personagens o que deixa muito mais interessante.

Mundo Novo é o primeiro livro de uma trilogia, portanto espero ansiosa pela continuação, uma vez que neste primeiro volume o livro atendeu minhas expectativas.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

[Resenha] - Amaldiçoadas, de Jessica Spotswood

Autor (a): Jessica Spotswood
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 288
Onde Comprar? Saraiva / Extra

Como falar de um livro que te provocou espasmos de ansiedade no final? Sério, o final de “Amaldiçoadas” é de tirar o fôlego, é cruel e não tenho palavras para expressar a minha sensação ao terminar o livro.

Talvez essa resenha fique superficial, sem muitos detalhes da história, mas quero poupar de spoilers quem ainda não começou ler a trilogia. “Amaldiçoadas” começa exatamente onde “Enfeitiçadas” parou. Cate, enfim, tomou a terrível decisão de se juntar a Irmandade ou se casar. Ambas escolhas apresentam consequências drásticas – é como se fosse uma faca de dois gumes. Mas, Cate teve que se decidir e agora tem que enfrentar as consequências de sua escolha.

A Fraternidade está mais impetuosa do que nunca. Querem o poder absoluto e para que não haja ideias divergentes, estão praticamente anulando as mulheres da sociedade: a nova medida é que mulheres não devem trabalhar e nem serem instruídas a ler. Eles estão terrivelmente com medo de que as bruxas voltem a governar e a busca pelo novo Oraculo que revelará a bruxa mais poderosa da profecia de Perséfone, os tornam mais obsessivos.

Todo cuidado é pouco. E Cate sabe disso, por isso tentará a todo custo proteger suas irmãs – Maura e Tess. Ainda não se sabe qual delas é a bruxa mais poderosa, ops, pera lá neste livro é revelado. 

Tess está mais madura, apesar da pouca idade. É o tipo de pessoa que você tem a vontade de dar um abraço sufocante. Já Maura é o reverso, está sempre querendo aparecer, é esnobe, invejosa e frágil. Cate continua a mesma, protetora e amorosa. 

Amaldiçoadas” começa de uma forma lenta, do mesmo jeito do primeiro livro, porém cresce de uma forma gigantesca ao virar das páginas. Jessica Spotswood se superou, foi além das minhas expectativas e é impossível não quer conhecer o desfecho da trilogia.

Narrado em primeira pessoa por Cate, encontramos uma obra repleta de ação, drama e surpresas a cada página. A diagramação da Arqueiro continua com a mesma perfeição do primeiro volume: bem traduzido, folhas amareladas e capas atraentes.

Só posso dizer algo depois de ter terminado este livro: Vem com tudo, Predestinadas!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

[Resenha] - O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Autor (a): Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Pocket ouro 
Ano: 2008
Número de Páginas: 91
Onde Comprar? Submarino / Saraiva


O Pequeno Príncipe, devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações... O reencontro, o homem-menino.

    
O Pequeno Príncipe é um livro muito comentado e muito lido e por muitas pessoas falarem dele, eu resolvi ler e achei muito legal. Em minha opinião o autor quis mostrar de uma forma divertida, através dos planetas, o nosso cotidiano. Citando o alcoolismo, a vaidade, a solidão, o consumismo e o tempo, em cada planeta tinha um tipo diferente, depois de passar por todos esses planetas ele enfim chega a terra onde encontra um piloto.

O livro fala sobre um menino que sonhava em ser pintor mais os adultos aconselhou ele a deixar de lado e se focar em outras coisas então ele resolveu ser piloto, quando já crescido o seu avião cai no deserto onde encontra um pequeno menino que compreende seus sonhos , eles acabam se tornando amigos e o pequeno menino conta a ele sobre os planetas em que passou durante esse tempo e o homem percebe que ele não é um menino comum e quando o pequeno príncipe tem que partir ele sofre com sua ida, mas também fica feliz por que agora ele poderá reencontrar sua flor. É um livro pequeno e eu recomendo as pessoas a lerem porque mesmo que seja por alguns minutos mudou minha maneira de pensar.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

[Resenha] - Eu, Robô, de Isaac Asimov

Autor (a): Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2014 (ano da edição da capa do livro ao lado)
Número de Páginas: 320
Onde Comprar? Americanas / Saraiva

Eu, Robô - 'Eu, robô' reúne os primeiros textos de Isaac Asimov sobre robôs, publicados entre 1940 e 1950. São nove contos que relatam a evolução dos autômatos através do tempo, e que contêm em suas páginas, pela primeira vez, as célebres 'Três Leis da Robótica' - os princípios que regem o comportamento dos robôs e que mudaram definitivamente a percepção que se tem sobre eles na literatura e na própria ciência.

Já faz algumas horas que estou contemplando a página em branco do Word, tentando encontrar palavras para dar início a resenha deste grande clássico da ficção cientifica que é “Eu, Robô”. Após de já ter vivido uma experiência com a escrita do autor em “As Cavernas de Aço”, esta leitura transcorreu de forma rápida e acolhedora.

Eu, Robô”, na verdade se trata de uma coletânea de nove contos, publicados pela primeira vez em revistas. E que posteriormente foram reunidos em uma única obra, para mostrar uma cronologia do avanço da robótica no planeta.

Isaac Asimov criou um elo entre os contos e inseriu uma famosa personagem sua, Susan Calvin, para contar a história dos robôs através do tempo. É durante uma entrevista em 2057, que a psicóloga de robôs que estar prestes a se aposentar, narra a história.

O primeiro conto do livro é intitulado de Robbie e ele é meu favorito. Aqui vemos uma espécie de primórdios dos robôs. Robbie é um robô criado para lidar com crianças, um robô-babá. Só que ele ainda era bem limitado, se comparado aos robôs encontrado nos próximos contos. Porém, neste encontramos uma trama pura, a relação de amizade entre uma garotinha e um homem de lata. Em “Robbie” encontramos os primeiros indícios de que um robô poderia ter sentimentos.

A partir dos próximos contos, vamos vendo a evolução da robótica: os robôs começam adquirir velocidade, passam ter conhecimentos sobre física, realizam grandes ações sem ajuda dos humanos, entre outras atividades antes inimagináveis. Mas, como todo bônus tem seu ônus, com os robôs não seriam diferentes.

Eles começam acreditar serem superiores aos humanos e passam a questionar a autoridade deles. Os homens batalharam tanto pela a inteligência artificial, que agora que os robôs têm a capacidade de pensar, pode ter colocado em risco as três leis da robótica.


Isaac Asimov é um crítico de carteirinha. Ele vem mostrar como o ser humano é explorador, como ele pensa em usar o máximo dos recursos que dispõem, sem se preocupar com os riscos que isso pode trazer para si próprio e para a comunidade em que vive. 

O autor tem uma escrita envolvente e cativante. Ao mesmo tempo complexa e simples. Para quem não é tão fã de ficção cientifica, pode acabar achando um pouco cansativo, devido ao uso de termo técnicos em certos momentos. Por outro lado, é uma boa pedida para quem pretende conhecer a escrita de Asimov. No entanto, posso dizer que o autor é mais simplista do que rebuscado.

E eu não posso terminar esta resenha sem falar desta edição caprichada da Editora Aleph. A diagramação em branco e prata dar um requinte especial ao livro e deixa atraente aos olhos, tudo isso é completado por uma revisão excelente.

Enfim, Isaac Asimov é o cara! E “Eu, Robô” é uma ótima oportunidade para se refletir o caminho da humanidade.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

[Resenha] - A Escolhida, de Lois Lowry

Autor (a): Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 192
Onde Comprar? Submarino / Saraiva


A Escolhida - Kira, uma órfã de perna torta, vive em um mundo onde os fracos são deixados de lado. A partir do momento da morte de sua mãe, ela teme por seu futuro até que é perdoada pelo Conselho de Guardiões. A razão é que Kira tem um dom: seus dedos possuem a habilidade de bordar de forma extraordinária. Ela supera a habilidade de sua mãe, e lhe cabe a tarefa que nenhum outro membro da comunidade pode fazer. Enquanto seu talento a mantêm viva e traz certos privilégios, ela percebe que está rodeada de mistérios e segredos, mas ninguém deve saber sua intenção de descobrir a verdade sobre o mundo.

“A Escolhida” é o segundo livro da quadrilogia “The Giver”, porém nesta sequência não encontraremos os mesmos cenários e personagens apresentados em “O Doador de Memórias”.

A personagem da vez é Kira, uma garota que tem a perna atrofiada e que por isso deveria ter sido descartada ao nascer. Isso mesmo, pessoas com algum tipo de deficiência não são aceitas na comunidade em que Kira vive. No entanto, ela foi poupada e passa a conviver em uma sociedade que ver ela como uma escória e um “peso morto” para os afazeres da comunidade.

Porém, Kira tem um dom especial: ela domina a arte de bordar como ninguém e por isso receberá uma missão especial daqueles que ditam as regras na comunidade – esta tarefa pode ser o recomeço de sua vida ou a limitação dela.

Kira é uma personagem forte, determinada e capaz de conquistar o leitor logo nas primeiras páginas e conta com amigos tão carismáticos quanto ela. Diferentemente da comunidade apresentada em “O Doador de Memórias”, o cenário de “A Escolhida” é mais hostil, com cores e menos opressor. As pessoas continuam vivendo sob custódia de um governo, mas as regras são menos severas. 

“A Escolhida” faz reflexão sobre a desigualdade social, das dificuldades das pessoas portadoras de necessidades especiais e dos preconceitos que sofrem. Este é um aspecto da obra de Lowry que também acabei observando no livro anterior e acho super interessante. Todavia, este segundo volume poderia ter sido melhor aprofundado. Em “A Escolhida” tudo é mais superficial e menos intenso.

Narrado em terceira pessoa, Lois Lowry tem uma escrita envolvente e aconchegante. Com poucas páginas é uma leitura que dar para ser feita em poucas horas. Mesmo não contendo nada sobre o livro anterior, é interessante que se leia em sequência. Pois acredito que nos próximos livros, as histórias irão se cruzar. 

Agora é cruzar os dedos e esperar que a continuação não demore de chegar no Brasil.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

[Resenha] - A Garota Que Você Deixou Para Trás, de Jojo Moyes

Hi guys, não sei se vocês perceberam ao lado, mas o blog ganhou uma colaboradora, a Jaqueline. Pois é, estava mais do que na hora de dividir esse espaço, as minhas postagens estavam ficando escassas e este ano tenderia a ficar ainda mais, com o meu último ano da faculdade (tensão pré-TCC). E para começar abaixo já trago uma resenha da Jaqueline para vocês. Podem opinar a vontade, estamos sempre dispostos a levar o melhor conteúdo para vocês.

Autor (a): Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Número de Páginas: 384
Onde Comprar? ExtraSaraiva


"A garota que você deixou para trás" conta a historia de Sophie lefévre nos anos de 1916, durante a primeira guerra mundial, em St Pérrone e Liv Halston, na cidade de Londres durante os anos 2000, ex-mulher de um grande arquiteto que ver sua vida completamente perdida depois da morte do seu marido.


Sophie lefévre

Com a invasão dos alemães na frança, e seu marido levado para servi na guerra, ela se ver completamente perdida, mas mesmo assim não perde a esperança de que algum dia voltará a vê-lo novamente. Ela tem um pequeno hotel chamado Le Coq Rouge herdado da sua família, onde mora com os irmãos e os sobrinhos, quando é obrigada a conzinha para os saldados alemães.

Quando o Herr Kommandant, se ver fascinado por um quadro de Sophie pintando por seu marido, Édouard Lefréve, onde começa um jogo de interesses, ficando totalmente fascinado pela tela, começa a observá-la todos os dias, é então que Sophie ver uma chance de trocar o quadro pelo seu amado marido e acabar com a tristeza de sua vida, lutando para sobreviver ela cria uma amizade com o Kommandant levando St Pérrone a despreza-la por inteiro até o dia em que os alemães levam-na e então com a esperança de uma nova vida ao lado de Édouard faz uma proposta arriscada trocando o quadro em troca da sua liberdade e de seu marido, mais acontece algumas coisas que ela não esperava até o encontro tão sonhado.


Liv Haslton 

Depois da morte do famoso arquiteto David Haslton, Liv se ver completamente perdida, seguindo uma rotina diária e seu único motivo para continuar é o quadro que seu marido lhe deu de presente de aniversario de casamento alguns anos antes de morrer, a imagem de uma mulher poderosa e confiante na qual Liv se inspira todos os dias. Sua casa é uma das obras de seu marido, uma casa de vidro em um bairro renomado com uma bela vista para o rio, ela morava sozinha na casa até convidar uma ex-colega da faculdade e elas acabam se tornando amigas. Após quatro anos da morte de David, Liv resolve ir a uma balada gay para tentar distrair-se e esquecer todo esse sofrimento que até então era sua vida. Ela acaba ficando completamente embriagada e tem sua bolsa roubada. Mas, o irmão do barman, Paul McCafferty, um ex-policial, que agora trabalha em uma empresa de recuperação de quadros roubados, aparece para tentar ajuda-la e o que era um incidente, pode se tornar muito mais.

Enquanto a atração entre eles vai crescendo, Paul acaba descobrindo que Liv é dona de uma obra de arte roubada durante a primeira guerra mundial e por isso acabam começando uma guerra entre os dois, pois o dever de Paul era recupera-la. E agora será que o amor falará mais alto? Em passos cuidadosos, Paul tenta entender a importância do quadro para a amada e acaba descobrindo uma historia que mudará sua maneira de pensar. É então que acaba percebendo o que o amor é capaz de fazer, mas quando Liv pensa que está tudo perdido é que o jogo muda e ela acaba se tornando mais forte do que jamais imaginou ser um dia. 

É uma historia que vale muito a pena ler, o livro pode parecer confuso no inicio mais depois que se entende o leitor acaba se envolvendo com a historia e percebe o quão ótimo é esse livro. Ainda mais para quem gosta de romance e guerra, o livro traz uma pegada dos dois.