quarta-feira, 16 de abril de 2014

[Resenha] - Terra Sem Lei, de John Sandford

Autor: John Sandford
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 288
Onde Comprar? Submarino / Saraiva

Em um raro momento de paz, o detetive Virgil Flowers começa a se preparar para um torneio de pesca em um lugar paradisíaco. No entanto, seus planos são arruinados quando ele recebe uma ligação do chefe, Lucas Davenport, informando-o do assassinato da presidente de uma famosa agência de publicidade. O cenário do crime não podia ser mais improvável: uma bela pousada junto a um lago, que hospeda apenas mulheres interessadas em relaxar e aproveitar o contato com a natureza. A vítima foi baleada durante seu passeio matinal de caiaque e as evidências apontam para um crime passional ou por dinheiro. Com seu estilo despojado e brincalhão, Virgil chega à cena e dá a impressão de que não deve ser levado a sério, porém não descansará enquanto não solucionar o caso. Ele descobre que a morte de Erica não foi a primeira da região e que a pousada está ligada a diversas histórias de ciúme, traição, orgulho e cobiça. Todas elas parecem ter conexão com uma banda country feminina e sua cantora de voz poderosa que almeja o estrelato. Nessa terra sem lei, o investigador precisa desvendar o mistério antes que o assassino faça mais uma vítima - e ninguém, nem o próprio Virgil, está a salvo.

Olá, pessoal quanto tempo que não passo por aqui né? Pois é, as provas da faculdade estão me consumindo, mas consegui encontrar um tempo e vim trazer uma resenha de um livro policial do Sandford. Esta foi minha primeira experiência com o autor e adianto que me agradou bastante, ultimamente os últimos livros policiais que tenho lido você já conhece o perfil do assassino e a trama se baseia mais na perseguição deste. Mas, em “Terra Sem Lei” encontrei uma trama com um saboroso Quem Matou? Livros assim me enchem de ânimo e não consigo larga-lo para ver se acertei ou não a identidade do assassino. Posso dizer que consegui acertar, já que o culpado estava na minha lista de suspeitos desde o principio.

Virgil Flowers é o detetive da vez e que não remete nada ao seu sobrenome. Sarcástico e fã de rock, ele tem cabelos cumpridos e um estilo nada parecido com um de policial, ao primeiro instante você poderia odia-lo, mas aos poucos você vai se familiarizando com o personagem e começa a torcer a ter para que dê certo suas “aventuras amorosas”. Em outras palavras, ele é divertido e objetivo. Porém, não fica nada bom quando tem suas férias interrompidas por Lucas Davenport (não sou eu, rs) – seu chefe – para solucionar o assassinato de uma bem sucedida agente publicitária numa pousada que só hospeda mulheres.

Nesse refúgio onde apenas mulheres se hospedam existem mais segredos do que se imagina indo desde a contadora do Ninho das Águias até a uma vocalista de uma banda country local. Em meio às investigações, Virgil descobre que algumas das hóspedes são homossexuais, incluindo a vitima daquele crime. E aqui uma ressalva para o autor que de uma forma brilhante inseriu este tema sem denegrir qualquer personagem por conta de sua orientação sexual. 

O autor montou uma rede de intrigas com uma vasta lista de suspeitos, porém ele conseguiu ser previsível. Talvez se tivesse diminuído o número de personagens e colocado mais emblemas em outros suspeitos teria tornado o culpado mais imprevisível. Todavia, se por um lado o culpado foi até fácil de identificar, a motivação é bem maior do que imaginamos a principio. Nunca iria imaginar aquele desfecho, o autor uniu muito bem cada linha solta deixando todos muitos satisfeitos com o final.

Com capítulos curtos, “Terra Sem Lei” é uma leitura de fácil absorção e dinâmica, que ultrapassa a linha do suspense e vai até o cômico. Uma leitura recomendada se você quer diversão.

Ah! Aguarde em breve, novidades!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Caixa de Correio #07

Olá pessoal,
Hoje tem uma das minhas colunas preferidas - a caixa de correio. Tem livros para todo gosto.

- O Segredo de Ella & Micha - Cortesia da Geração Editorial - {Resenha}


- Terra Sem Lei - Cortesia Arqueiro
- A Estrada da Cura - Cortesia Bella Letras


- Amigas Para Sempre - Cortesia Arqueiro - {Resenha}
Já sei que todo mundo já postou sua pulseira, mas meu livro chegou tem pouco tempo e queria tirar a foto da pulseira com ele.


- Sem Clima Para o Amor - Cortesia Jardim Dos Livros (Geração Editorial)


- 2012, O Segredo do Monte Negev - Ganhei em um sorteio
- Escrito Sob Fogo e Sangue - Cortesia Adrieni Yassini


Calma ainda não acabou! Quando estava montando o post, o carteiro me trouxe mais livros.


- As Mentiras de Locke Lamora - Cortesia Arqueiro
- Uma Carta de Amor - Cortesia Arqueiro

quinta-feira, 27 de março de 2014

[Resenha] - Amigas para Sempre, de Kristin Hannah

Autora: Kristin Hannah
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 448
Onde Comprar? Americanas / Submarino

Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar

Não existe nada melhor de quando você termina um livro e parece que nenhum outro livro vai superar ou igualar-se a ele. Mas aconteceu, depois de me emocionar com “A vida em tons de cinza”, “Amigas para Sempre” cumpriu com honra ao mérito ao titulo de mais um dos melhores do ano.

Através de duas garotas da Alameda dos Vaga-Lumes vivenciamos uma retrospectiva do mundo a partir da década de 70 e de como uma amizade se renova e transforma com o passar dos anos. Aliás, essas garotas se chamam Tully e Kate.

Tully Hart é incrivelmente linda e descolada, ela é da cota dos populares do colégio. Sua mãe é uma hippie que parece nunca ter amado a filha e é na vida da filha como uma estrela candente na mesma velocidade que surge, desaparece. Isso faz com que a menina fique morando com a avó durante quase toda sua infância, exceto quando “Nuvem” – apelido que a mãe deu a si mesma – um dia aparece e decide levar a filha para morar com ela, na Alameda dos Vaga-Lumes, então o coração de Tully se enche de emoção porque tudo o que ela quer é que a mãe sinta orgulho dela.

Do outro lado da nova moradia de Tully, mora Kate Mularkey, uma garota que usa óculos de fundo de garrafa e aparelho. Ela se sente uma estranha no colégio e pior acredita profundamente que ninguém nota sua presença. Por outro lado, ela tem uma família de quem recebe um amor incondicional, um amor que Tully adoraria conhecer. Estava escrito, não tem outra forma de explicar, através de um acontecimento do destino, as duas enxergam uma na outra, aquilo que busca – amor e popularidade. 

Essa foi a primeira vez que li algo da Kristin Hannah e posso dizer que ela se tornou uma das minhas escritoras favoritas. Sinceramente, ser escritora está no sangue dela, ela tem a capacidade de nos levar do drama aos risos em fração de segundos. Faz-te conectar com os personagens de uma forma absoluta, você torce por eles por mais que às vezes ele te irrite.

Outro ponto interessante a ser abordado é que os personagens vão crescendo ao decorrer das páginas e isso é sentido. Até porque são mais de 30 anos de amizade e acompanhamos todos eles. Ou seja, você passa pela conclusão do ensino médio, formatura, casamentos, filhos, trabalho e várias outras datas importantes.

Se fosse abordar um ponto negativo, diria que houve uma demora de inserir o problema nessa amizade que a sinopse aborda. Mas, quando enfim cheguei ao problema vi que não poderia ter sido melhor. É um final de prender a respiração.

Amigas para Sempre é o primeiro livro da duologia Firefly Lane e já digo logo se pretendem ler os dois livros, não leia a sinopse do segundo. Lá tem um spoiler enorme. Então é isso, boa leitura!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Vaga: Colunista no Carpe Liber

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Passando para avisar que decidi abrir vagas para colunista no blog. Como vocês podem ter percebido tem se tornado difícil eu postar com frequência. E para suprir esses dias que acabo deixando de postar, estou em busca de alguém que possa se tornar colunista no blog. Não vou criar restrições, mas peço que não se distanciem muito do plano do blog. As inscrições vão ficar abertas por tempo indeterminado, então envie sua proposta para o e-mail bloglivrosecontos@gmail.com. Agradeço a todos desde de já!

terça-feira, 18 de março de 2014

[Resenha] - A Vida em Tons de Cinza, de Ruta Sepetys

Autora: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
Número de páginas: 240
Onde Comprar? Cultura / Saraiva

1941. A União Soviética anexa os países bálticos. Desde então, a história de horror vivida por aqueles povos raras vezes foi contada. Aos 15 anos, Lina Vilkas vê seu sonho de estudar artes e sua liberdade serem brutalmente ceifados. Filha de um professor universitário lituano, ela é deportada com a mãe e o irmão para um campo de trabalho forçado na Sibéria. Lá, passam fome, enfrentam doenças, são humilhados e violentados. Mas a família de Lina se mostra mais forte do que tudo isso. Sua mãe, que sabe falar russo, se revela uma grande líder, sempre demonstrando uma infinita compaixão por todos e conseguindo fazer com que as pessoas trabalhem em equipe. No entanto, aquele ainda não seria seu destino final. Mais tarde, Lina e sua família, assim como muitas outras pessoas com quem estabeleceram laços estreitos, são mandadas, literalmente, para o fim do mundo: um lugar perdido no Círculo Polar Ártico, onde o frio é implacável, a noite dura 180 dias e o amor e a esperança talvez não sejam suficientes para mantê-los vivos. A vida em tons de cinza conta, a partir da visão de poucos personagens, a dura realidade enfrentada por milhões de pessoas durante o domínio de Stalin. Ruta Sepetys revela a história de um povo que foi anulado e que, por 50 anos, teve que se manter em silêncio, sob a ameaça de terríveis represálias.ui

Esse é mais um dos livros que após o termino não consigo expressar todos os meus sentimentos. Não se tornou apenas um dos melhores do ano, mas um dos melhores que eu já li na vida. Uma história que te toca pelas perversidades humanas, porém que aquece seu coração de amor e esperança.

Lina Vilkas, 15 anos, ver sua vida dar um giro de 360º quando a policia soviética invade sua casa no meio da noite e leva ela e sua família forçados a uma estação de trem, lá são jogados em vagões sujos e mal iluminados que servem para transportar gado. Toda história de terror vivida pelos lituanos estavam apenas começando.

Para começar logo os homens são separados das mulheres e crianças, isso faz que durante o livro Lina mantenha a esperança de reencontrar o pai. Depois são jogados em um vagão que os intitulam como “ladrões e prostitutas” e são levados para longe da civilização lituana para que uma vida de escravidão pudesse começar.

O regime de Joseph Stalin foi marcado por opressões aos países bálticos e quem desobedecesse aos seus ideais era severamente punido e considerado um antissoviético. Os personagens desta história foram escravizados por horas de trabalho duro que tinha como recompensa no final do dia apenas 300 gramas de pão e só. Claro que muitos não resistiram aos maus tratos e acabou indo a óbito. Aqueles que iam contra esses atos de opressão eram assassinados a sangue frio. Soldados praticavam maldades apenas por diversão e muitas mulheres tiveram que se tornarem objetos sexuais deles para garantir a vida dos filhos.

Do lado dos oprimidos via-se muito amor e esperança e foram esses sentimentos que acompanharam durante toda trajetória de guerra, uns resistiram outros não, mas nunca deixaram de se amar. Via-se amor entre pais e filhos, o amor a Deus e ao amor aos semelhantes. Se cada um deles tivesse pensado em si próprio, não teriam aguentado tanto. E a maior mensagem do livro esta aí: Nunca deixe de sonhar, tenha esperança e trilhe o caminho desse sonho com amor.

Lina é um exemplo de fé, bravura e coragem. E sua história deve ser lida pelo o maior número de pessoas possíveis para que o mundo enxergue o que a população dos países bálticos sofreu no tempo de guerra. 

Ruta Spetys soube traduzir de forma singela e tocante a história desse povo que durante muitos anos ficou entalada na garganta. E respondendo a pergunta da autora no vídeo abaixo: Não, eu não acho que sobreviveria a tanta brutalidade.

segunda-feira, 10 de março de 2014

[Lançamentos] - Arqueiro, Sextante e SdE - Mar/2014

Olá pessoal, tudo bem com vocês?
Todo inicio de mês é uma nova ansiedade para ver os lançamentos das editoras. Sempre tem um livro bom, ou melhor quase todos despertam interesse no leitor. Confira alguns dos lançamentos desse mês da editora Arqueiro, Sextante e Saída de Emergência.

ARQUEIRO


SEXTANTE


SAÍDA DE EMERGÊNCIA BR