quinta-feira, 24 de julho de 2014

[Resenha] - O Jogo Perfeito, de J. Sterling

Hi guys, tudo bem com vocês? Ah, mais uma semana venho tentando postar esta resenha, mas minha internet simplesmente não deixava, toda vez que abria o notebook minha internet misteriosamente caia e como não deixei a publicação programada, deu no que deu. Porém, parece que agora tudo ficou bem. Espero que curtam a resenha!

Autor (a): J. Sterling
Editora: Faro Editorial
Ano: 2014
Número de Páginas: 224
Onde Comprar? Saraiva

Conta a história de dois jovens universitários, Cassie Andrews & Jack Carter. Quando Cassie percebe o olhar sedutor e insistente de Jack, o astro do beisebol em ascensão, ela sente o perigo e decide manter distância dele e de sua atitude arrogante. Mas Jack tem outras coisas em mente ... Acostumado a ser disputado pelas mulheres, faz tudo para conseguir ao menos um encontro com Cass. Porém, todas as suas investidas são tratadas com frieza. Ambos passaram por muitos desgostos, viviam prevenidos, cheios de desconfianças, antes de encontrar um ao outro, (e a si mesmos) nesta jornada afetiva que envolve amor e perdão. E criam uma conexão tão intensa que não vai apenas partir o seu coração, mas restaurá-lo, devolvendo inteiro novamente.

Depois de uma fantasia épica, não poderia escolher um livro melhor para tirar a tensão vivida no livro anterior. “O Jogo Perfeito” é um livro leve, divertido e surpreendente que promete a cativar até mesmo o leitor menos convencional no gênero do New Adult. E falo por experiência própria, NA’s não estão entre meus gêneros literários favoritos.

A obra de J. Sterling aborda a vida da estudante de fotografia Cassie Andrews e do jogador de basebol, Jack Carter. Um relacionamento improvável e incerto, uma vez que ela está fugindo de romances complicados e passageiros e que ele é um completo garanhão. Porém, sabe aquele negócio de amor à primeira vista? Ou de que os opostos se atraem? Pois é.... em busca de um amor verdadeiro, Cass e Jack irão lutar para conquistar a confiança um do outro.

Aliás, a confiança é a problemática central do livro, porque os dois personagens têm conflitos anteriores quando o assunto é confiar nos outros. Então, durante o relacionamento deles, a confiança é algo que sempre vai estar em pauta. A narração é feita em primeira pessoa, ora por Cass ora por Jack, o que faz que nos aproximemos mais dos sentimentos de cada personagem.

Jack foi um personagem construído para ser irritante, um badboy. Mas, em mim ele não conseguiu surtir esse efeito, claro que ele tem um ego inflado e isso causa irritação as vezes, porém, eu não definiria o personagem como irritante. Já a Cass, ela me irritou mais vezes com sua insegurança constante e indecisão, mas é algo como que se justifica também.

Os personagens secundários são bem trabalhados e cativantes, principalmente a Melissa – a melhor amiga de Cass – e o Dean – o irmão do Jack. Fiquei ali, torcendo por um romance entre os dois, porém isso não aconteceu. Ao menos, neste primeiro livro. Exato! Primeiro livro! O Jogo Perfeito é o primeiro livro de uma trilogia, intulada  Jogo Perfeito (The Game).

E isso me preocupa, porque ao terminar o livro, não vi mais nada a ser trabalhado com os personagens e mais dois livros vindo por aí, pode acabar se tornando em uma novela mexicana, onde os mocinhos sofrem muito para ficarem juntos.

“O Jogo Perfeito” não é um livro tão perfeito. É feito para um momento de descontração ou para quebrar o clima daquela leitura pesada que você fez, assim como aconteceu comigo. Então, não espere muito do livro.

É leve por ter uma narrativa fluída, divertido porque os personagens têm seus momentos de diversão e surpreendente porque vai além dos clichês comuns encontrados em livros desse gênero.

Antes de finalizar a resenha, gostaria de chamar a atenção para uma observação importante que fiz na dedicatória do livro. A autora não dedicou seu livro apenas as garotas, mas também aos garotos. Isso de certa forma também aproxima mais leitores para sua obra que é de um gênero praticamente voltado ao público feminino. Ah, fiquem de olho, porque em breve tem sorteio de um exemplar do livro.

sábado, 12 de julho de 2014

[Resenha] - Tigana: A Voz da Vingança, de Guy Gravriel Kay

Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014
Número de Páginas: 352
Onde Comprar? Americanas / Submarino

Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despótivos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacríficios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair.

Depois de quatro meses de espera, eis que chegou a hora de descobrir quais desfechos levaram a trupe comandada pelo Príncipe Alessan, neste segundo livro. Mas calma, não serei nenhum estraga prazeres. Podem ler a resenha tranquilos, pois não terá spoilers. Para quem não sabe, Tigana na verdade se trata apenas de um único volume, mas a SdE brasileira resolveu publica-lo aqui em dois. E garanto desde de já que isso não causou nenhum dano a compreensão do livro.

Agora, não posso negar que é uma resenha difícil de ser feita, pelo simples de fato de que neste livro vamos conhecer o fim da história, ou seja, não tem novas aventuras, é uma continuação direta do primeiro livro. Nesta segunda parte, o grupo liderado pelo Príncipe de Tigana é dividido em dois, enquanto um retorna a antiga Tigana, outro vai reunindo o máximo de aliados possível para a cartada final.

Com essa divisão somos levados ao passado de alguns personagens, não somente por flashbacks, mas também por pessoas que ficaram no passado deles. Essa volta ao passado faz os entendermos melhor. Kay é um autor que explora ao máximo o nível de humanidade de seus personagens, acompanhamos durante toda a trama seus medos, aflições e desejos. Também fica evidente a capacidade de que uma guerra pode transfigurar um homem. Porque o que é Tigana, senão um cenário devastado pela guerra e onde seus patriotas busca vingança em seu nome? Tigana é um lugar marcado pelo poder em busca de conquistas de territórios. Um fato comum e desagradável, durante a história da humanidade.

Novos personagens são inseridos nesta segunda parte, uns que acabam conquistando o leitor, outros nem tanto. Porém, preciso aqui fazer uma ressalva para os personagens já regulares desde o início. Se eles eram ótimos tornaram-se excelentes. Era com grandes expectativas que chegavam as partes que continham Alessan, Devin, Catriana, Baerd, Sandre, Erlein (que apesar de ser prepotente durante boa parte, se torna um nobre de coração) e vários outros, de certa forma, todos aqueles que entraram para lutar pela causa do príncipe. Por outro lado, se Diananora tinha me conquistado na primeira parte, minha admiração por ela despencou e enquanto a Bradin e Alberico acho que senti tanta raiva deles quanto Alessan.

Quanto ao final, Guy Gravriel Kay soube arrematar tudo e com dignidade. Certos acontecimentos foram totalmente inesperados, sem deixarem de serem concisos. Mas, de certa forma me desagradou, porque se por um lado ficou tudo esclarecido para o leitor, certas verdades foram omitidas para os personagens e de modo particular, acredito que eles poderiam ter descoberto tudo. 

Tigana: A voz da Vingança em si é uma leitura rápida, mas devido ao meu descontentamento quando aparecia em cenas os reis opressores, acabei-me atrasando na leitura. A edição continua tão boa quanto a primeira e com uma capa esplêndida.

Enfim, esta é uma obra que gostaria de ver adaptada, pois traz um misto interessante de poder, conspiração e magia.

2. Tigana: A Voz da Vingança

quinta-feira, 10 de julho de 2014

[Lançamentos] - Editora Arqueiro - Jul/2013


Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos. Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada. Em Seis Anos Depois Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.


Quando herdou o título de lorde Ramsay, Leo Hathaway e sua família passavam por um dos momentos mais difíceis de sua vida. Mas agora as coisas vão bem. Três de suas quatro irmãs já estão casadas, uma preocupação que Leo nunca teve consigo mesmo. Solteiro inveterado, ele tem uma certeza na vida: nunca se casará. Mas então a família recebe uma carta que pode pôr tudo isso em risco: se Leo não arrumar uma esposa e gerar um herdeiro dentro de um ano, ele perderá o título e a propriedade onde todos vivem. Solteira e sem pretendentes, a governanta Catherine Marks talvez seja a única salvação da família que a acolheu com tanto carinho. O único problema é que Leo não compartilha do mesmo afeto que suas irmãs têm pela moça. Para ele, Catherine é uma megerazinha cheia de opinião que fala demais. Apesar de irritá-lo e quase o levar à loucura, ela é a primeira – e única – mulher com quem ele considera se casar. Catherine, por sua vez, tem uma opinião igualmente negativa a respeito do patrão. Além disso, ela esconde alguns segredos do passado e um deles pode destruir a vida que tão cuidadosamente construiu para si. Agora Leo e Catherine precisam um do outro, mas para vencer as dificuldades e consertar as coisas eles terão que superar as turras e as diferenças, num romance intenso e sensual que só Lisa Kleypas poderia ter escrito.

Victoria McQueen tem um misterioso dom: por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls-Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões: a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic. Perturbador, fascinante e repleto de reviravoltas carregadas de emoção, a obra-prima fantasmagórica e cruelmente brincalhona de Hill é uma viagem alucinante ao mundo do terror.


No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida: reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas. De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível: criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher – pela qual ainda é apaixonado – e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.


Confrontado com situações de extremo perigo, Taylor McAden, bombeiro voluntário, expõe-se até ao limiar do perigo. Denise é uma jovem mãe solteira, cujo filho de cinco anos sofre de um inexplicável atraso de desenvolvimento e a quem ela devota a sua vida numa tentativa de o ajudar. Mas o caso vai aproximar estes seres. Numa noite de tremendo temporal, Denise sofre um acidente de automóvel e é Taylor quem vem socorrê-la. Embora muito ferida, a jovem depressa toma consciência de que o filho já não se encontra na sua cadeirinha do banco traseiro. Taylor irá até ao fim de uma angustiante noite de buscas para o encontrar. Foram tecidas as primeiras malhas que os irão unir - o pequeno Kyle desabrocha ao calor da ternura daquele homem. Denise abandona-se à alegria de um amor nascente. Mas Taylor tem em si cicatrizes antigas, que o não deixam manter compromissos de longa duração. Nicholas Sparks, esse talentoso contador de histórias, intervém com a sua magia redentora e a sua inigualável capacidade de aprofundar a complexidade das relações e dos afetos.

terça-feira, 8 de julho de 2014

[Resenha] - O Enigma das Estrelas, de F. T. Farah


Autor (a): F. T. Farah
Editora: Geração Editorial
Ano: 2014
Número de Páginas: 160
Onde Comprar? Saraiva / Submarino

Uma aventura eletrizante, um enigma perturbador Antes de ser queimado em praça pública, um padre amaldiçoa Morro do Ferro. Pouco depois, luzes misteriosas começam a perseguir seus moradores. O vilarejo mineiro, cercado por erosões sinistras, é o destino das férias de julho de cinco amigos: Jonas, Alfredo, Carola, Carmem e Vicentinho. No primeiro volume da saga Clube dos Mistérios, a turma é encorajada a acampar no topo do Morro dos Anjos. Uma experiência do outro mundo marcará suas vidas. Para sempre. Prepare-se para desvendar o enigma das estrelas. Mas tome cuidado. Alguém pode estar observando seus passos...


Acredito que a primeira a coisa a dizer sobre este livro, é que se trata de um infanto-juvenil. Portanto, para que haja uma boa leitura deve ser visto de uma forma mais leve e sutil, sem muita complexidade. “O Enigma das Estrelas” é o primeiro livro da série Clube dos Mistérios, do autor brasileiro F.T. Farah.

Nesta primeira aventura iremos conhecer o grande mistério que ronda Morro de Ferro. Na pacata cidade do interior de Minas Gerais, paira uma lenda sobre que naves espaciais assombra o vilarejo, desde que um padre foi morto em praça pública e amaldiçoou a cidade. Além de tudo, muitos dos moradores alegam já ter visto clarões e naves.

Se é verdade ou não, um grupo de amigos – Carmen, Vicentinho, Jonas, Carola e Alfredo – irão descobrir, após seus pais enviarem para um acampamento no Morro dos Anjos. Jonas, líder do grupo e de comportamento mais impetuoso, resolve amedrontar seus amigos através das histórias que seus pais contaram. Mas, as vezes, lendas podem ganhar forma... e terão que lutar contra seus pesadelos.


O Enigma das Estrelas” foi uma leitura rápida e confortável. Li apenas numa tarde, foi divertido acompanhar a aventura desses amigos. Contudo, não consegui estabelecer uma ligação com os personagens, são rasos e sem muitas apresentações, com exceção do Jonas que foi o personagem bem mais trabalho, durante toda a trama.

A diagramação me surpreendeu. Foi muito bem trabalhada, com ilustrações a cada início de capitulo e letras num ótimo tamanho para leitura. Outra coisa que me chamou bastante atenção foi que o autor se preocupou em explicar termos de ufologia e as lendas sobre alliens com pequenos textos no final da página que eram citados.

A obra também está com uma trilha sonora espetacular e que não poderia ser diferente, entre eles, as músicas do Raul Seixas se destacam. Apesar de ser ter um texto simplório, é uma leitura que eu recomendo, principalmente quem está na faixa etária de 10-12 anos.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

[Resenha] - Os Três, de Sarah Lotz

Autor (a): Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 400
Onde Comprar? Americanas / Submarino


Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

Assim que a Arqueiro anunciou o lançamento deste livro e que era altamente indicado para os fãs de “A Passagem”, minhas expectativas foram ao máximo e além de tudo estava recomendada pelo Stephen King. Ou seja, o livro tinha tudo para me agradar. Respirei fundo e mergulhei no mistério da “Quinta-Feira Negra”.

A “Quinta-Feira Negra” é como ficou conhecida a fatalidade de quatros aviões que caíram em quatros partes diferentes do mundo. Desse acidente, apenas quatro pessoas sobreviveram. Porém, uma delas morre logo depois de deixar uma mensagem, restando apenas três crianças: Hiro, Bobby e Jess, que mais tarde viria ficar conhecido em todo mundo como “Os Três”. O que era para ser a representação de um milagre, acaba virando uma teoria lunática do fim dos tempos.

Os Três” é um livro perturbador e inquietante, devido a sua forma narrativa. É como se fosse um dossiê, onde reúne relatos sobre as vítimas, sobre os sobreviventes, entrevistas com familiares dos três e de pessoas que tiveram contato com eles, posts de blogs sensacionalistas, conversas de chats, programas de rádio e TV, etc.... Tudo que leve a desvendar este drama que a cada dia ganha mais formas de conspiração. Em muitas horas, o livro me lembrou o filme “Atividade Paranormal” onde acompanhamos um mistério de um casal através de gravações amadoras, isso faz que se sentimos parte do livro ou como se de fato aquilo tudo estivesse acontecendo.

Na verdade, é um livro dentro de um livro, pois todos esses relatos fazem parte da obra de Elspeth, uma jornalista que irá nos apresentar os fatos. A narrativa se oscila entre primeira e terceira pessoa, mas na maioria das vezes está em primeira pessoa e narrado por diversas pessoas. E a autora sobe muito bem mesclar isso sem deixar pontas soltas.

Com certeza a obra de Sarah Lotz, pode despertar vários tipos de emoção: medo, dúvida, tristeza, agonia, angústia, compaixão, é.... não são sentimentos tão bom. Porém, o que mais me incomodou durante a leitura, foi o fanatismo religioso e toda proporção que isso tomou. Me irritava e ficava indignado com as inverdades do Pastor Len, se por um lado ele acreditava nas suas teorias, por outro, ele estava preocupado consigo mesmo. 

O final é do tipo: “imagine o que quiser”. O que também não achei tão legal, prefiro fins concretos. “Os Três” para mim é um bom livro e apenas isso. Fui com muita sede, achando que encontraria algo tão grandioso como “A Passagem”, mas isso não aconteceu. De tal modo, quem for ler, vaia sem grandes expectativas e talvez, encontre um enredo espetacular.

terça-feira, 1 de julho de 2014

[Resenha] - A Fera Interior, de Lotte & Søren Hammer


Autores: Lotte & Søren Hammer
Editora: Vestígio
Ano: 2013
Número de Páginas: 448
Onde Comprar? Saraiva / Submarino

Podemos fazer justiça com as próprias mãos?


Dessa vez, decidi colocar a frase de efeito do livro no lugar da sinopse que é bastante reveladora. Até, porque desde o começo do livro você vai se questionar se realmente podemos fazer justiça com as próprias mãos.

O primeiro capítulo do livro já revela um caso tenso, complexo e trágico. Cinco corpos masculinos são encontrados mutilados e sem as mãos em uma escola por duas crianças. Não demora muito para que o inspetor Konrad Simonsen seja interrompido de suas férias para liderar o caso. Aliás, eu gostaria de entender porque na maioria das vezes o detetive sempre está de férias ou aposentado nos livros de romances policial. Acho que é um dos clichês do gênero.

Mas, voltando a investigação.... Este é o livro com uma equipe de investigação mais bem completa e estruturada que eu já li. Cada um tem uma função dentro da equipe e diga-se de passagem que todos são importantes. Dentro eles, se destacam a Condessa, Pauline Berg, Arne Pedersen, Poul Troulsen e claro, o Simonsen. 

Simonsen é aquele detetive linha dura, marrento e que em poucas ocasiões dar ouvido aos outros, contudo é um bom sujeito. Mas, não é só a equipe policial que conta com um bom número de personagens não, isso se encontra durante todo o livro: temos os criminosos, as testemunhas, os jornalistas e os familiares de todos os envolvidos. São muitos nomes para se familiarizar e de início isso é bastante confuso, uma vez que são nomes bem complexos e com a história se passando na Dinamarca.

A narração é feita em terceira pessoa, mas ora pelo o ponto de vista dos policias, ora por ponto de vista dos criminosos. A intenção dos irmãos Hammer é que o leitor entre conflito consigo mesmo, se ele apoia ou não os assassinos. Porque se de um lado temos que nada justifica um assassinato, por outro, temos as motivações dos assassinos que são bastante convincentes. 

Os assassinos não se arrependem do que fazem, acreditam que aqui se faz e aqui e se paga. Eles se veem como malfeitores do bem e que só está fazendo aquilo que as autoridades públicas deveriam fazer, mas preferem centrar suas forças em prende-los.

Por mais atraente que fosse as justificativas dos criminosos não consegui apoia-los. Estaria sendo dúbio se fizesse isso, para mim o errado é errado e cada um deve pagar por suas atrocidades perante a justiça. Claro, que você sente raiva do governo dinamarquês por tratar um assunto delicado e desumano de uma forma tão relaxada.

As leis e as estatísticas dinamarquesa para o crime que gerou outro crime são absurdas, e como não tenho conhecimento sobre a política deste país, não posso dizer se os dados apresentados são reais ou não. 

Os assassinos conseguiram atenção da mídia para este tipo de assunto, não apenas por causa dos assassinatos, mas por criarem fóruns de debate, blogs e site relacionados ao assunto, manifestações e outras ações. E essa parte, realmente achei bem bacana e o triste é saber que eles poderiam ter feito tudo isso sem precisar de mortes, mas enveredou para outro caminho.

A resenha ficou bastante extensa, mas é impossível ser simplista num assunto tão delicado. O final me desapontou um pouquinho, porque não explica se a luta dos criminosos foram ou não em vão. E a sensação que dar é que mais uma vez o debate fica na geladeira. Enfim, “A Fera Interior” me fez sentir parte da investigação, onde cada um desempenha sua função e uma investigação não é tão fácil de resolver como parece.