domingo, 21 de setembro de 2014

[Sorteio] 3 anos de Estante Vertical


Hoje, dia 21 de setembro, o blog Estante Vertical completa 3 anos e é claro que não poderíamos ficar de fora dessa festa, não é mesmo? Para comemorar, vários kits serão sorteados e você pode ser um dos muitos sortudos que vai levar vários livros legais para casa. É só participar bastante e cruzar os dedos! Boa sorte! <3

Regras para participação:

  1. Residir ou ter endereço de entrega em território nacional;
  2. Cada kit terá dois vencedores, sendo quatro livros para cada vencedor. O primeiro sorteado terá prioridade na escolha dos livros e o que sobrar ficará para o segundo;
  3. Cada blog será responsável pelo envio de cada item, como especificado na lista de prêmios. O prazo de envio é de 45 dias ÚTEIS e nenhum blog ou editora se responsabiliza por extravio ou retorno das encomendas;
  4. Não serão aceitos perfis promocionais;
  5. A promoção irá até o dia 24/10 e o resultado sairá em até 10 dias após o término.

1) Claro que te amo! - Only the strong survive
2) Seis anos depois - Carpe Liber
3) O Casamento - Clicando Livros
4) Os Solteiros - Samantha Artes e Books
5) Bruxos e Bruxas - Vício em Livros
6) Uma Prova de Amor - De cabeça para baixo
7) Selvagens - Pepper Lipstick
8) Despertar - Estante Vertical

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1) Claro que te amo! - Tô pensando em ler
2) Centelha - Apenas um Vício
3) Cidade dos Ossos - All POP Stuff
4) Perdendo-me - No Mundo dos Livros
5) Suicídios em Bom Jesus - Over Shock
6) O Retrato - Amigo do Livro
7) Paixão Sem Limites - Sempre Nerd
8) Esposa 22 - Estante Vertical

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1) Garoto Encontra Garoto - Pausa Para Um Livro
2) Man Repeller - Lendo e Esmaltando
3) Uma Vez na Vida - Prazer, me chamo Livro
4) Linhas - Endless Poem
5) Vingança da Maré - Meu passatempo blá blá blá
6) Adeus à Inocência - Um Leitor a Mais
7) Branca de Neve e o Caçador - De Livro em Livro
8) Vaclav & Lena - Estante Vertical

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1) Louca Por Você - s2 Ler
2) Dias Melhores Virão - Entrelinhas Casuais
3) Se eu Ficar - Roendo Livros
4) Em Busca de Wondla - Claquete Literária
5) Seis Coisas Impossíveis - Drafts da Nica
6) A Visita da Verdade - Mural dos Livros
7) Esposa 22 - Um Livro e Nada Mais
8) Muncle Trogg - Estante Vertical

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1) A Maldição dos Ancestrais - Lendo e Escrevendo
2) Eleanor e Park - Novos Escritores
3) Recomeço - Brincando Com Livros
4) Maluca Por Você - Leitores Possessivos
5) Minha Vez de Brilhar - Seja Cult
6) Quando Tudo Volta - Da Imaginação a Escrita
7) Até que enfim é segunda - La vie est ailleurs
8) O Mistério do Chocolate - Estante Vertical

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1) Terra de Histórias - O Feitiço do Desejo - All POP Stuff
2) 1 Página de Cada Vez - Perdido em Palavras
3) O Milagre - Literalizando Sonhos
4) A Lista de Brett - Lendo de Tudo

5) Infinity Drake - LiteRata
6) A Menina de Véu - Cachola Literária
7) Quem é você, Alasca? - Jantando Livros
8) Vaclav & Lena - Estante Vertical

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1) Maluca por você - Books and Movies
2) Complacência - Perdidas na Biblioteca
3) Real, Louco, Mortal - Viajando na Estante
4) Fênix, A Ilha - Este Já Li
5) Extraordinário - Livros y Viagens
6) Bem-casados - Sou Bibliófila
7) Quando Tudo Volta - Memoirs and Books
8) Esposa 22 - Estante Vertical

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1) Ouro - Blog da Yayá
2) The 100 - Os Escolhidos - O Maravilhoso Mundo da Leitura
3) Noites Italianas - Páginas Encantadas
4) Um Homem de Sorte - Fantasiando com os Livros
5) As listas de casamento da Becky Bloom - Livros e Chocolate
6) Extraordinário - Reticências...
7) O mundo pelos olhos de Bob - Daily of Books Mila
8) Muncle Trogg - Estante Vertical

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1) O Diamante - Amigo do Livro
2) Selvagens - Pepper Lipstick
3) Por uma questão de amor - I LOVE MY BOOKS
4) A Guerra dos Fae - As Crianças Trocadas - Blog do Balaio
5) Infinity Drake - LaGarota
6) Fangirl - Sobre mim e meu mundo
7) Veneno - Quatro Amigas e um Livro Viajante
8) O mistério do chocolate - Estante Vertical

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1) Selvagens - Pepper Lipstick
2) A Namorada do Meu Amigo - Segredos do Coração
3) Se eu ficar - No Universo da Literatura
4) Presentes da Vida - Books and Much More
5) Mulheres que escolhem demais - Confissões femininas...
6) Cartas de amor aos mortos - O Livreiro
7) Na Ilha - Cantinho da Máh
8) Muncle Trogg - Estante Vertical

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Esse kit terá só um ganhador!

1) Água Para Elefantes - Follow the Book Leaves
2) Eu e Você - Clicando Livros
3) Aconteceu em Paris - Estante Vertical
4) Vaclav & Lena - Estante Vertical


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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

[Resenha] - A Cilada, de Daniel Polansky

Autor (a): Daniel Polansky
Editora: Geração Editorial
Ano: 2014
Nº de Páginas: 416
Onde Comprar? SaraivaSubmarino

A Cilada, segundo livro da série, é um livro ágil, absorvente, narrado na primeira pessoa, na tradição dos detetives clássicos como Sam Spade, de Dashiel Hammett, ou Philip Marlowe, de Raymond Chandler, com pitadas do policial do futuro, Dick Deckard, de “Blade Runner — Caçador de Androides”. O Guardião terá que resolver o mistério de uma garota desaparecida na Cidade Baixa, a pedido de seu pai, o general de uma guerra em que ele também esteve como soldado. Um romance que você não conseguirá largar, disposto a solucionar um mistério que vai ficando mais denso a cada nova página.

Assim que terminei "O Guardião", resolvi engatar logo a leitura do segundo livro da trilogia, pelo o motivo de ter acostumado com a narrativa do autor, então a leitura deste seria bem mais fácil e rápida. E foi bem isso que aconteceu: dois dias e finalizei esta leitura.

Em "A Cilada", o nosso soturno protagonista - O Guardião - terá que encontrar uma garota desaparecida, filha de um ex-general de guerra em que ele mesmo serviu como soldado. A garota decidida a descobrir os motivos que levaram seu irmão a morte, foge de casa e se refugia na Cidade Baixa: um lugar sem vida, onde drogas, golpes e prostituição são os meios  mais fáceis de se levantar dinheiro. 

Como aconteceu no primeiro livro, a história aqui se evoluiu para algo muito maior e mais complexo do que um desaparecimento. Porém, diferentemente do primeiro livro que o assassinato de uma criança fazia parte do suspense principal, aqui um desaparecimento é apenas um detalhe de onde a trama quer chegar. 

E talvez isto não tenha sido tão interessante, eu esperava por uma coisa e encontrei algo bem diferente. Em "A Cilada" a trama se baseia mais em conspirações do que na relação assassino/detetive. De qualquer forma, o autor mantém sua escrita envolvente, fazendo que você vire a página sem sentir. 

Também no segundo volume de "A Cidade das Sombras", a cidade é mais explorada, fica mais evidente os poderes políticos e como se dar o relacionamento entre eles. O livro traz bastante flashbacks do tempo de guerra do Guardião e de Adolphus, o que em certos momentos isso me incomodou, achei que era desnecessário para o entendimento da obra, mas em outros faz sentido eles serem descritos.

A Adeline e o Adolphus continuam sendo irreverentes, com ela sempre pegando no pé do Guardião para os cuidados de Garrincha. De longe, eu diria que Garrincha é meu personagem favorito, ele é esperto, autêntico e teimoso. O Adolphus neste segundo livro ele ganha um papel de maior destaque, deixando de ser apenas o amigo-sócio dono de um bar do Guardião e isso vai abalar um pouco a relação de amizade dos dois.

A Cidade das Sombras trata-se de uma trilogia, mas dar para ler seus livros de forma independente. Uma vez que as tramas tem seus mistérios solucionados no mesmo livro e nem tem spoilers no livro seguinte sobre o livro anterior. As vezes, acontece de soltar uma menção do tipo: "Quase morri três anos atrás", "Vocês nos colocou em risco há 3 anos", mas nada que revele sobre a trama principal.

"A Cilada" foi um livro que me cativou menos do que o livro anterior. Porém, como disse é um livro envolvente e que merece ser lido, principalmente se você fã de romances policial, fantasia, de conspirações ou até de literatura épica. 

Estou ansioso para o próximo, porque ficou uma sensação de que o Garrincha vai está envolvido na trama central....  E se for, quantos anos irá se passar? Do primeiro para este, foram três anos. Então é isso, pessoal! Até próxima resenha!

Leia também a resenha do primeiro livro da série:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

[Resenha] - O Guardião, de Daniel Polansky

Autor (a): Daniel Polansky
Editora: Geração Editorial
Ano: 2012
Nº de Páginas: 448
Onde Comprar? Submarino

Hoje, quando você sair à procura de Yancey, o Rimador, e tiver de abrir caminho em meio às prostitutas, aos valentões e aos viciados loucos por mais um dia de cheirada ou um trago, você irá se deparar com o corpo de uma criança. O cadáver exala um odor que não é dele, um cheiro que recende a magia e a um lugar, se Sakra quiser, para o qual você jamais irá querer voltar. Não fique tempo demais de bobeira perto do corpo; os gélidos vão querer saber o que você fez e o que há na sua bolsa. E quando eles te pegarem, é para a Casa Negra que você irá, onde o Comandante fará uma oferta que você não terá como recusar. Bem-vindo a um mundo como nenhum outro, com uma linguagem estranha e rica e uma violência tão sombria quanto o mais negro dos noites.

Sombrio, misterioso e avassalador. Talvez, estas sejam uma das melhores palavras para descrever a obra de Daniel Polansky. O livro que dar origem ao um novo gênero – o de fantasia noir – é povoado por cenas de crimes, ação, suspense, magia e conspirações. Esqueça aquela figura de heróis que costumamos ver em muitos livros de fantasia, pois neste aqui você não vai encontrar nenhum.

Rigus é uma cidade de ratos, de políticos corruptos, de aristocratas decaídos, de traficantes de drogas, de prostitutas e falsários. Apesar da clara distinção entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, esses dois sempre tem gente sua cruzando entre becos escuros e trocando palavras vulgares. O protagonista da trama é um homem que já teve a oportunidade de estar nos dois lados da moeda e acredite nenhum é melhor que o outro. De todos os livros que li, o Guardião poder ser o personagem mais imperfeito e insano que eu conheci. Ele faz o que acha que é certo e não tendo problema nenhum em afiar a sua espada em quer que mereça.

Em nenhum momento sabemos o seu verdadeiro nome, sabemos apenas que as pessoas o trata como o Guardião e que ele é um traficante de “Sopro de Fada”, um tipo de droga em que ele mesmo é um viciado. Ele também é um sobrevivente da guerra e da peste que atingiu a cidade quando ele ainda era um jovem garoto. Porém, seu lado de fazer justiça irá se reacender quando uma criança dada como desaparecida é encontrada morta e tentará a todo custo encontrar o culpado. Todavia, o mistério não é tão simples assim e ele se encontrará envolvido num labirinto escuro e cheio de trapaças.

Por mais que o Guardião seja uma pessoa fria, ele também consegue ser muito humano, embora poucos percebam isso. E aqui destaco três pessoas de quem essa cara sagaz pode contar: Adolphus e Adeline, este casal é nota mil e seria como se o Hagrid e Sra. Weasley de Harry Potter fossem casados. E Garrincha, um garoto que resiste as suas emoções, mas muito leal ao seu, hmmm, instrutor? Ah, isso vocês vão descobrir.

Narrado em primeira pessoa pelo o Guardião, acabamos por muitas vezes tendo a mesma reação do protagonista sobre os outros personagens. É uma narrativa envolvente, densa em certas passagens e complexo somente no que é necessário. 

Preciso salientar aqui que a obra é muito mais que a sinopse apresenta, achei que acompanharia apenas a solução de um assassinato. Mas, o assassinato é apenas a ponta do iceberg, para algo grandioso e inimaginável. Só consegui solucionar o mistério no final do capitulo daquele que é desvendado e mesmo assim o capítulo seguinte trouxe mais surpresas do que o esperado.

Com uma diagramação mais uma vez muito bem caprichada e com uma capa que já te joga a sensação de mistério desde o começo, “O Guardião” primeiro livro da trilogia “Cidade das Sombras” é uma obra que tem tudo para arrecadar milhares de fãs, principalmente, aos fiéis escudeiros da fantasia. Contudo, não é um livro para todos, por se tratar de uma fantasia para adultos, como eu disse existe vulgaridade nas palavras e cenas de violência.  

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

[Resenha] - O Doador de Memórias, de Lois Lowry

Autor (a): Lois Lowry
Editora: Arqueiro
Ano: 2014 / 2º Edição
Nº de Páginas: 192
Onde Comprar? Americanas / Cultura / Saraiva

Os habitantes de uma pequena comunidade, satisfeitos com a vida ordenada, pacata e estável que levam, conhecem apenas o presente – o passado e todas as lembranças do antigo mundo lhes foram apagados da mente. Um único indivíduo é encarregado de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz ideia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

Até a Editora Arqueiro não anunciar o relançamento de “O Doador de Memórias”, nunca tinha depositado o devido interesse no livro, não tendo lido mesmo a sinopse. Mas, com a proximidade do lançamento da adaptação cinematográfica, decidi dar uma chance ao livro e conhecer o mundo apresentado por Lois Lowry.

Um mundo distópico, onde não existe conflitos ou guerras, porque tudo é controlado desde o nascimento do indivíduo. Ao nascer, lhe é dado um nome e encaminhado para uma unidade familiar e aos doze anos lhe é dada a atribuição que irá desenvolver na comunidade: Médico? Engenheiro? Cuidador de idosos? Ninguém sabe, tudo é decido pelos os Anciões. As pessoas levam uma vida mecânica, uma vida de ilusão... Eles se acham felizes por não conhecerem a dor, porque isso lhe fora roubado de suas memórias, mas consequentemente não conhece o amor. Tudo é feito para que a paz e a ordem reinem absolutamente.

Apenas uma pessoa conhece o mundo como conhecemos, um mundo com cores, música, felicidade e também guerras. Porém, o detentor de tal poder está velho demais e precisa passar todas as informações para um novo guardião e o escolhido é Jonas, um garoto que tem mais coragem que idade. É entre os diálogos do Doador e do Recebedor (Jonas) que a autora nos traz fortes reflexões: será que um mundo onde a sociedade não conhece seu passado pode ser sustentável? Podemos ser felizes sem o amor? A obra de Lowry nos leva a mergulhamos nas consequências de um mundo assim. Um mundo que ao meu ver não é tão distante assim se olharmos para uma linha mais tênue, as pessoas esquecem das coisas simples, para buscar por bens materiais que acham que é sinônimo de felicidade. 

Narrado em terceira pessoa com uma fluidez incrível, o livro curtinho pode ser lido em apenas poucas horas, devido a escrita fácil e aconchegante da autora. No entanto, o livro curto pode ser motivo de vários questionamentos, uma vez que tudo acontece muito rápido na trama e não conhecemos o motivo para ser tudo como é naquela comunidade. Todavia, este é apenas um primeiro livro de uma quadrilogia, o que pode ser que nos próximos livros o ambiente criado pela a autora começará a ser mais explorado.

“O Doador de Memórias” é um bom livro, que te refletir e questionar os valores que estão cada vez mais mudados na sociedade.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

[Resenha] - Seis Anos Depois, de Harlan Coben

Autor (a): Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 272
Onde Comprar? Americanas / Submarino

Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la. Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos.Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa. Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada.

Ter em mãos um livro do Harlan Coben sempre é um motivo para muita ansiedade, expectativa e alegria. E te garanto: a ansiedade não vai ser em vão, a expectativa vai ser superada e a alegria duplicada. 

Enquanto os sortudos que tiveram a oportunidade de participar da Bienal de São Paulo e conhecer o autor, eu estava mergulhado em mais uma trama sensacional do mesmo. Sendo este o quinto livro que leio do autor, posso afirmar que ele sabe reinventar suas histórias e mesmo que o pano de fundo seja o mesmo, cada história tem sua própria particularidade. “Seis Anos Depois” vem com uma recomendação do Library Jornal, dizendo que pode ser um dos melhores livros desde “Não Conte a Ninguém”. Tendo por base estes dois livros e os outros três que li, sim, esta obra de Coben, consegue ser estupidamente audaciosa e inteligente.

Jake Fisher é o protagonista da vez, um homem que amou apenas uma mulher na sua vida e que foi forte o suficiente para vê-la se cansando com outro. Porém talvez, o que mais o magoou é o pedido de sua amada Natalie pedindo para que ele nunca a procurasse e que deixasse ela e o seu esposo em paz. E assim foi durante seis anos com a vida seguindo seu curso, com a esperança de que o tempo curasse a ferida deixada por Natalie. Mas, tudo munda quando Jake ler o obituário do que parece ser do marido de Natalie, esperançoso resolve prestar suas condolências a mulher que nunca deixou de amar. A partir daí, segredos começarão ser abalados e antigas feridas reabertas. 

Narrado em primeira, somos inseridos dentro da mente de Jack, o que significa que estamos tão perdidos em pensamentos quanto ele. E por mais que tentamos desvendar o mistério, é impossível fazer isto antes que nos for revelado. A medida que vamos avançando na leitura, começamos a duvidar do grau de confiabilidade de pessoas, elas sempre parecem estar escondendo algo. Esta é uma característica marcante de Coben: confundir o leitor.

Harlan também mescla o suspense com um bom humor, sempre tendo uma piadinha aqui ou acolá, entre os personagens. Por falar neles, acho que este dos livros que li do autor, é o que conta com personagens de mais forte personalidade, seja por obstinação ou por franqueza. 

Enfim, como diz a frase de divulgação do livro: “Não espere seis anos para ler o melhor livro do Harlan Coben”.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

[Resenha] - As Cavernas de Aço, de Isaac Asimov

Autor (a): Isaac Asimov
Editora: Aleph
Ano: 2013
Número de Páginas: 304
Onde Comprar? Saraiva / Submarino

Em Nova York, o investigador de polícia Elijah Baley é escalado para investigar o assassinato de um embaixador dos Mundos Siderais. A rede de intrigas envolve desde sociedades secretas até interesses interplanetários. Mas nada o preocupa tanto quanto o seu parceiro no caso, cuja eficiência pode tomar o seu emprego, como acontecera com seu pai no passado. Pois seu parceiro é um robô. Publicado no início da década de 1950, As Cavernas de Aço é o primeiro romance do consagrado Ciclo dos Robôs de Isaac Asimov, mesclando de forma magistral os gêneros de ficção científica e literatura policial.

Depois de ter tido uma sequência de livros que me desapontaram, finalmente, cai em minhas mãos uma obra estupenda, que apenas com suas primeiras cinquenta páginas, seria capaz de entrar na lista de melhores livros que li este ano. É a primeira vez que leio algo do autor e que por ventura também é o primeiro romance do autor. Isso me deixa muito satisfeito, por que se em uma primeira obra eu encontrei algo tão bom, imagina nos próximos?! 

O gênero literário do livro é uma mistura de ficção cientifica e romance policial, que também pode ser classificado como uma distopia. A obra traz um mundo superpopuloso que precisa racionar água e comida e que vivem sob cúpulas de aço, não tendo qualquer contato com a luz do sol. A população era tanta que muitas pessoas tiveram que se mudar para outros mundos, porém, diferentemente da Terra, esses mundos conseguiram obter equilíbrio populacional e econômico.

Os habitantes desse mundo chamados de “Siderais” apoiam a criação de robôs para otimizar atividades, enquanto os terráqueos habitantes das cidades conhecidas como “Cavernas de Aço” são contra a implementação de robôs, pois é inadmissível para eles que a máquina substitua o homem. Por isso a Terra e os Mundos Siderais estão sempre em pé de guerra, devido ao conflito de interesses. E a hostilização pode aumentar quando um robô é encontrado morto e provavelmente assassinado por um terráqueo. 

O investigador Elijah Baley é convocado para solucionar caso e mesmo ele sendo um partidário do sistema contra robôs, ele aceita o caso. Só que nem tudo promete ser um mar de rosas, quando ele descobre que seu parceiro de investigação será também uma máquina. Estaria sua profissão sendo ameaçada?

“As Cavernas de Aço” é muito mais que apenas um livro de romance policial, é uma obra que faz uma dura crítica ao nosso mundo capitalista. Onde os seres humanos se tornaram escravos de suas próprias tecnologias. Uma das coisas mais interessantes de se ler uma distopia que foi publicada há mais de cinquenta anos atrás, é você ver que algumas coisas que antes parecia imaginável, hoje já pode ser realidade, por exemplo, a comunicação através de chips. Claro, que ainda não vivemos sob redomas de aço ou as estradas são de esteiras rolantes. Porém, já não é um futuro tão distante. 

O universo “Homem versus Robô” é constantemente questionado durante o livro. Será o homem mesmo substituível? Apesar de a máquina ser feita para não se cansar, ela não é dotada de sentimentos e durante diversos momentos da leitura, isso fica evidente. Contudo, isso não impede aos moradores das Cavernas de Aço de se sentirem ameaçados, pois existe casos de pessoas que teve seus cargos substituídos. Então, essas pessoas são sonhadoras, almejam poder voltar no tempo e ter feito diferente no passado.

De certa forma, a leitura me lembrou muito a “Revolução Industrial” quando os donos de fábricas começaram a automatização do trabalho, deixando vários trabalhadores que reclamavam por melhores condições de trabalho na rua, acredito que os sentimentos das pessoas que viveram essa época são bem parecidos dos personagens do livro. 

Poderia ficar horas discorrendo sobre este livro sensacional, mas vou recomendar que vocês confiram por si só, para não perder a graça. “As Cavernas de Aço” é um livro de narrativa simples, mas que traz ótimas reflexões, juntamente com uma edição caprichada da Editora Aleph.