terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Resenha] - O Para Sempre de Ella & Micha, de Jessica Sorensen

Autor (a): Jessica Sorensen
Editora: Geração Editorial
Ano: 2014
Número de Páginas: 336
Onde Comprar? Americanas / Submarino

Jessica Sorensen está de volta com o segundo volume da série, três vezes mais hot! Ella e Micha começaram a namorar. Ella está na faculdade em Las Vegas. Micha saiu em turnê com sua banda de rock. Tudo parece se encaminhar para uma relação estável. Mas não é o que acontece. Pesadelos começam a assombrar Ella. O medo de ser abandonado persegue Micha aonde quer que ele vá. Tudo o que enfrentaram antes não pode ter sido em vão... eles não podem perder um ao outro. Ou podem? Os dois irão sentir essa verdade na pele quando a distância começa a se revelar mais destruidora do que eles poderiam imaginar. Ciúmes, segredos e fantasmas do passado ressurgem ainda mais ferozes, enquanto as vivências sexuais se incendeiam, apimentadas por jogos sensuais, bebedeiras e muita velocidade nas estradas do oeste americano.

Quando li “O Segredo de Ella & Micha” tinha comentado que não tinha tantas expectativas para a continuação, porque o mesmo tinha me causado um leve descontentamento. Mas, o livro chegou de surpresa para mim de cortesia da editora, então, resolvi encarar e ver como andava a vida do problemático casal Ella e Micha.

E o que eu encontrei? Uma trama monótona, apesar dos frequentes abalos psicológicos de Ella. Acredito que lá no fundo, eu esperava encontrar uma evolução na maturidade dos personagens, levando em conta tudo que aconteceu no livro anterior, mas eles continuam o mesmo casal. Este segundo volume contém 336 páginas e posso dizer que não encontrei nada de relevante para a trama em metade delas. É um livro sem ápices, que segue uma linha continua do início ao fim. 

Tudo bem que Ella está iniciando um processo de transformação de um novo eu, para ficar livre de seus fantasmas. E assim é Micha lutando contra seus próprios medos. Contudo, a angústia era o sentimento que me acompanhava em meio essas divagações dos personagens. 

Por falar nos personagens, Lila e Ethan – os antagonistas da trama – continuam sendo meus personagens favoritos. Eles têm mais carisma e personalidade, apesar de terem sido menos trabalhados neste livro. Porém, o terceiro volume da série será do casal e confesso que minhas expectativas estão bastante positivas quanto a ele. Caso, as expectativas sejam atendidas continuarei com a série, caso não, desisto dela.

A trilha sonora do livro continua bastante impecável e o ritmo de leitura é bem rápido. Narrado em primeira pessoa, ora é narrado por Ella ora por Micha. Esse artificio usado pelo os autores é uma ótima oportunidade para conhecermos a visão de ambos personagens. 

“O Para Sempre de Ella & Micha” não é um livro ruim, é apenas um livro sem acontecimentos interessantes, um livro que irá tratar de conflitos familiares e depressão de uma forma leve. Ao menos, foi essa sensação que este segundo volume me causou

Outros livros da série:

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

5 filmes que assisti nas férias!

É... as férias chegaram ao fim! Não li tantos livros como gostaria, mas até que assisti um bom número de filmes e séries. E hoje vou apresentar cinco deles aqui.


1 - Diferenças & Semelhanças: Duas irmãs gêmeas, uma introvertida, e a outra bela e bem-sucedida, estão dentro do mesmo carro quando sofrem um acidente. Todos pensam que Lauren, a irmã mais feia, morreu, quando na verdade foi a irmã bela que faleceu. Esta é uma oportunidade para Lauren assumir a identidade da outra, levando uma vida mais interessante em um apartamento na cidade grande. 

É um bom drama que vai crescendo em um nível razoável, mas sem muito alardes. Zoe Kazan fez uma ótima interpretação, mas nem todos os personagens são convincentes. Todavia, conseguimos acompanhar toda a história até o final sem sinal de sonolência.


2 - O Mundo dos Pequeninos: Nos subúrbios de Tóquio, sob o assoalho de uma casa velha, Arrietty (Saoirse Ronan) vive em seu minúsculo mundo com a família, fazendo de tudo para manter em segredo a existência de todos. Sobrevivendo como pequenos ladrões, eles conhecem as regras para que nunca sejam percebidos pelos verdadeiros - e grandes - donos da casa. Para isso, procuram manter a desconfiança deles em cima dos gatos e ratos e tomam todos os cuidados possíveis para evitar de serem vistos. Contudo, quando um jovem rapaz se hospeda na casa, a pequenina Arietty acredita que poderá manter uma amizade com ele, apesar da diferença dos tamanhos.

Esta foi uma animação que me pegou de surpresa, esperava muito pouco e no final acabei dando boas risadas. Apesar de a trama fluir com certa lentidão, é agradável aos olhos e tem uma sensibilidade incrível.



3 - A Montanha Enfeitiçada: A montanha enfeitiçada é um local repleto de histórias, apesar de jamais encontrado. A lenda diz que fica localizada no meio do deserto de Nevada, nos Estados Unidos. Jack Bruno (Dwayne Johnson) é um taxista de Las Vegas que um dia conhece Sara (AnnaSophie Robb) e Seth (Alexander Ludwig), adolescentes que possuem poderes sobrenaturais e que estão em plena fuga. Precisando protegê-los, Jack passa a acompanhá-los em sua busca pela montanha para que possam salvar o mundo.

Já vi inúmeras vezes imagens desse filme no Facebook, mas não imaginava que era desse filme. Na verdade, só busquei a assistir esse filme quando pesquisava sobre "A Fuga Para a Montanha Enfeitiçada", um outro filme que assisti quando era criança e adorava. Acabei descobrindo que este filme lançado no ano de 2009 se tratava de uma continuação do outro, logo fiquei animado e tratei de conferir. Bom, gostei do filme, porém é bem diferente do universo criado anos atrás.


4 - Academia de Vampiros - O Beijo das Sombras: Na escola de vampiros St. Vladimir estudam Rose e Lissa, duas melhores amigas. Rose é meio humana, meio vampira, e perdeu toda a família em um acidente. Ela tem o dom de entrar na cabeça de Lissa, uma princesa que domina o elemento do Espírito, sendo capaz de curar pessoas e animais. Juntas, elas vão proteger os vampiros Moroi dos inimigos Strigoi.

Resolvi quebrar um costume e assistir uma adaptação cinematográfica de um livro, antes de ler-lo. E posso dizer que não poderia ter feito melhor. Este filme é um máximo, quer dizer quem leu e assistiu disseram que foi mal adaptado e foge muito do livro. Para ter certeza, só lendo para conferir, contudo o filme é um excelente suspense.


5 - Garoto Prodígio: O garoto Sean testemunhou o assassinato brutal de sua mãe e cresceu obcecado por vingança. Dessa forma, torna-se um rapaz quieto e estudioso durante os dias, e um herói à noite. Mas o que é um verdadeiro herói? Quem decide o que é certo e o que é errado? Ao passo que os limites se atenuam, a vida dupla de Sean traz à tona muitas dúvidas, e suas duas vidas ficam prestes a se colidir.

Este foi um dos primeiros filmes que assisti nas férias, não esperava muito também e acabei me surpreendendo, apesar de ser bem sombrio. Fiquei por horas pensando no drama do personagem principal e tentando entender suas motivações.

sábado, 2 de agosto de 2014

[Resenha] - Roleta Russa, de Jason Matthews

Autor (a): Jason Matthews
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Número de Páginas: 432
Onde Comprar? CulturaSaraiva

Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo. Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem. Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR. Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.

Depois de uma prolongada leitura, eis que trago a resenha deste livro que também não está sendo nenhum pouco fácil. “Roleta Russa” é um livro complexo, habilidoso e explorador. E é entre ruas, becos, praças e vielas que acompanharemos a história de uma russa e um americano que trabalham para o serviço secreto de seus respectivos países.

O EUA conta com um poderoso informante no serviço secreto russo - Marble - que é operado pelo o jovem agente, Nathaniel Nash. Porém, quando um encontro entre o agente e o informante não sai como esperado e coloca em risco a vida do traidor russo, Nash ver sua carreira por um fio. Com o SVR (Serviço Secreto Russo) em sua cola, ele é mandado para a Finlândia, a fim de esfriar os ânimos do governo russo.

No entanto, a Rússia envia a bela Dominika Egorova para seduzir o agente americano e descobrir a identidade do traidor. Então, um fatal jogo de sedução e inteligência se inicia, porém tudo pode ir para o ralo quando ambos começam a se sentir atraídos um pelo o outro. 

Dominika é temperamental, inteligente e de uma beleza estonteante. Nate é determinando, presunçoso e estrategista. Quando um jogo de gato e rato começa, o leitor mergulha em um misterioso mundo de conspiração e inteligência: russa e americana. Uma trama cheia de acontecimentos frenéticos e com muitos personagens dando seus pontos de vista.

Homens de colarinho branco, velhinhos espiões, mulheres halterofilistas e pessoas de auras sujas são personagens que completa esta obra de espionagem criada por Jason Matthews. E por falar no Mathews, ele é um ex-agente da CIA e apesar de ele puxar a sardinha para o seu país, ele se esforça ao máximo para não deixar sua obra tendenciosa. Expondo os erros e acertos de ambos países e o fato de ele ser um ex-agente também ajuda a dar uma visão mais sistêmica sobre esse mundo da espionagem.


O autor soube explorar ao máximo seus personagens, eles são anti-heróis que busca a glória, defendendo seus ideais, sejam eles corretos ou não. “Roleta Russa” apesar de ter uma trama envolvente e ágil, sua leitura é bastante demorada e requer atenção e cuidado para que haja compreensão.

O título original do livro se chama “Red Sparrow” que em uma tradução literal seria “Pardal Vermelho”, mas a Editora Arqueiro resolveu usar o termo “Roleta Russa” que caiu super bem. Para quem não sabe Roleta Russa se trata de um jogo de azar onde uma bala é colocada em uma das câmeras do revólver, então o tambor do revólver é girado e fechado, desconhecendo a posição da bala. Por fim, o participante aponta a arma para cabeça e atira, correndo o risco de morte¹. No caso, o livro por se tratar de espionagem e conspiração, quando uma pessoa se coloca na posição de informante para outro país, ela acaba colocando em risco a própria vida.

Uma coisa muito legal que tem a cada fim de capitulo é a receita de uma comida que foi citada durante ele. Isso reduz, bastante a estranheza dos nomes dos pratos e aproxima o leitor do cenário vivenciado pelo os personagens

O final do livro ficou em aberto, talvez, uma evidência para um próximo livro. E apesar de não gostar de finais em abertos, achei as reações finais dos personagens bem justificadas, em decorrência de tudo que aconteceu.

Enfim, “Roleta Russa” é um livro detalhista e único como um saboroso prato grego.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

[Sorteio] - O Jogo Perfeito



Olá pessoal, como prometido o blog irá sortear 1 exemplar do livro "O Jogo Perfeito", da autora J. Sterling. Para participar é muito simples!

1 - Basta ter um endereço de entrega no Brasil;
2 - E validar sua participação, preenchendo a entrada obrigatória com seu e-mail.

Depois disso será liberado chances extras, não obrigatórias, para concorrer ao livro. Ou seja, você preenche apenas se quiser ter mais chances de ganhar. Boa sorte!


a Rafflecopter giveaway

quinta-feira, 24 de julho de 2014

[Resenha] - O Jogo Perfeito, de J. Sterling

Hi guys, tudo bem com vocês? Ah, mais uma semana venho tentando postar esta resenha, mas minha internet simplesmente não deixava, toda vez que abria o notebook minha internet misteriosamente caia e como não deixei a publicação programada, deu no que deu. Porém, parece que agora tudo ficou bem. Espero que curtam a resenha!

Autor (a): J. Sterling
Editora: Faro Editorial
Ano: 2014
Número de Páginas: 224
Onde Comprar? Saraiva

Conta a história de dois jovens universitários, Cassie Andrews & Jack Carter. Quando Cassie percebe o olhar sedutor e insistente de Jack, o astro do beisebol em ascensão, ela sente o perigo e decide manter distância dele e de sua atitude arrogante. Mas Jack tem outras coisas em mente ... Acostumado a ser disputado pelas mulheres, faz tudo para conseguir ao menos um encontro com Cass. Porém, todas as suas investidas são tratadas com frieza. Ambos passaram por muitos desgostos, viviam prevenidos, cheios de desconfianças, antes de encontrar um ao outro, (e a si mesmos) nesta jornada afetiva que envolve amor e perdão. E criam uma conexão tão intensa que não vai apenas partir o seu coração, mas restaurá-lo, devolvendo inteiro novamente.

Depois de uma fantasia épica, não poderia escolher um livro melhor para tirar a tensão vivida no livro anterior. “O Jogo Perfeito” é um livro leve, divertido e surpreendente que promete a cativar até mesmo o leitor menos convencional no gênero do New Adult. E falo por experiência própria, NA’s não estão entre meus gêneros literários favoritos.

A obra de J. Sterling aborda a vida da estudante de fotografia Cassie Andrews e do jogador de basebol, Jack Carter. Um relacionamento improvável e incerto, uma vez que ela está fugindo de romances complicados e passageiros e que ele é um completo garanhão. Porém, sabe aquele negócio de amor à primeira vista? Ou de que os opostos se atraem? Pois é.... em busca de um amor verdadeiro, Cass e Jack irão lutar para conquistar a confiança um do outro.

Aliás, a confiança é a problemática central do livro, porque os dois personagens têm conflitos anteriores quando o assunto é confiar nos outros. Então, durante o relacionamento deles, a confiança é algo que sempre vai estar em pauta. A narração é feita em primeira pessoa, ora por Cass ora por Jack, o que faz que nos aproximemos mais dos sentimentos de cada personagem.

Jack foi um personagem construído para ser irritante, um badboy. Mas, em mim ele não conseguiu surtir esse efeito, claro que ele tem um ego inflado e isso causa irritação as vezes, porém, eu não definiria o personagem como irritante. Já a Cass, ela me irritou mais vezes com sua insegurança constante e indecisão, mas é algo como que se justifica também.

Os personagens secundários são bem trabalhados e cativantes, principalmente a Melissa – a melhor amiga de Cass – e o Dean – o irmão do Jack. Fiquei ali, torcendo por um romance entre os dois, porém isso não aconteceu. Ao menos, neste primeiro livro. Exato! Primeiro livro! O Jogo Perfeito é o primeiro livro de uma trilogia, intulada  Jogo Perfeito (The Game).

E isso me preocupa, porque ao terminar o livro, não vi mais nada a ser trabalhado com os personagens e mais dois livros vindo por aí, pode acabar se tornando em uma novela mexicana, onde os mocinhos sofrem muito para ficarem juntos.

“O Jogo Perfeito” não é um livro tão perfeito. É feito para um momento de descontração ou para quebrar o clima daquela leitura pesada que você fez, assim como aconteceu comigo. Então, não espere muito do livro.

É leve por ter uma narrativa fluída, divertido porque os personagens têm seus momentos de diversão e surpreendente porque vai além dos clichês comuns encontrados em livros desse gênero.

Antes de finalizar a resenha, gostaria de chamar a atenção para uma observação importante que fiz na dedicatória do livro. A autora não dedicou seu livro apenas as garotas, mas também aos garotos. Isso de certa forma também aproxima mais leitores para sua obra que é de um gênero praticamente voltado ao público feminino. Ah, fiquem de olho, porque em breve tem sorteio de um exemplar do livro.

sábado, 12 de julho de 2014

[Resenha] - Tigana: A Voz da Vingança, de Guy Gravriel Kay

Autor: Guy Gavriel Kay
Editora: Saída de Emergência
Ano: 2014
Número de Páginas: 352
Onde Comprar? Americanas / Submarino

Numa tentativa de recuperar Tigana, sua terra natal amaldiçoada, o Príncipe Alessan e seus companheiros põem em prática um plano perigoso para unir a Península da Palma contra os reis despótivos Brandin de Ygrath e Alberico de Barbadior. Brandin é maquiavélico e arrogante, mas encontrou em Dianora alguém à sua altura e está hipnotizado por sua beleza e seu charme. Alberico está cada vez mais consumido pela ambição, cego a todas as ciladas a seu redor. Enquanto isso, o grupo de heróis viaja pela Península em busca de alianças que podem virar a batalha a seu favor. Alessan está mais dividido do que nunca, Devin já não é o rapaz ingênuo que era antes, Catriana apenas deseja redenção e Baerd descobre um novo tipo de magia. Conseguirá Tigana vingar a memória de seus mortos? Ninguém pode prever as perdas que sofrerão nem que fim terá esse embate. Sacríficios serão feitos, segredos antigos serão revelados e, para que alguns vençam, outros terão obrigatoriamente que cair.

Depois de quatro meses de espera, eis que chegou a hora de descobrir quais desfechos levaram a trupe comandada pelo Príncipe Alessan, neste segundo livro. Mas calma, não serei nenhum estraga prazeres. Podem ler a resenha tranquilos, pois não terá spoilers. Para quem não sabe, Tigana na verdade se trata apenas de um único volume, mas a SdE brasileira resolveu publica-lo aqui em dois. E garanto desde de já que isso não causou nenhum dano a compreensão do livro.

Agora, não posso negar que é uma resenha difícil de ser feita, pelo simples de fato de que neste livro vamos conhecer o fim da história, ou seja, não tem novas aventuras, é uma continuação direta do primeiro livro. Nesta segunda parte, o grupo liderado pelo Príncipe de Tigana é dividido em dois, enquanto um retorna a antiga Tigana, outro vai reunindo o máximo de aliados possível para a cartada final.

Com essa divisão somos levados ao passado de alguns personagens, não somente por flashbacks, mas também por pessoas que ficaram no passado deles. Essa volta ao passado faz os entendermos melhor. Kay é um autor que explora ao máximo o nível de humanidade de seus personagens, acompanhamos durante toda a trama seus medos, aflições e desejos. Também fica evidente a capacidade de que uma guerra pode transfigurar um homem. Porque o que é Tigana, senão um cenário devastado pela guerra e onde seus patriotas busca vingança em seu nome? Tigana é um lugar marcado pelo poder em busca de conquistas de territórios. Um fato comum e desagradável, durante a história da humanidade.

Novos personagens são inseridos nesta segunda parte, uns que acabam conquistando o leitor, outros nem tanto. Porém, preciso aqui fazer uma ressalva para os personagens já regulares desde o início. Se eles eram ótimos tornaram-se excelentes. Era com grandes expectativas que chegavam as partes que continham Alessan, Devin, Catriana, Baerd, Sandre, Erlein (que apesar de ser prepotente durante boa parte, se torna um nobre de coração) e vários outros, de certa forma, todos aqueles que entraram para lutar pela causa do príncipe. Por outro lado, se Diananora tinha me conquistado na primeira parte, minha admiração por ela despencou e enquanto a Bradin e Alberico acho que senti tanta raiva deles quanto Alessan.

Quanto ao final, Guy Gravriel Kay soube arrematar tudo e com dignidade. Certos acontecimentos foram totalmente inesperados, sem deixarem de serem concisos. Mas, de certa forma me desagradou, porque se por um lado ficou tudo esclarecido para o leitor, certas verdades foram omitidas para os personagens e de modo particular, acredito que eles poderiam ter descoberto tudo. 

Tigana: A voz da Vingança em si é uma leitura rápida, mas devido ao meu descontentamento quando aparecia em cenas os reis opressores, acabei-me atrasando na leitura. A edição continua tão boa quanto a primeira e com uma capa esplêndida.

Enfim, esta é uma obra que gostaria de ver adaptada, pois traz um misto interessante de poder, conspiração e magia.

2. Tigana: A Voz da Vingança